quinta-feira, 31 de julho de 2008

Carta ao meu amor

Salvador, 31 de agosto de 2008





Oi Nego Silver, Daniel,






Desde o dia 01 de junho de 2008, na Praia de Aruba, que alimentei um sonho. Ali, numa tarde cinzenta e insosa, vi surgi uma oportunidade de sonho, uma chance de um amor para a vida inteira.

Todos os dias pensei sobre isso, busquei estar perto, acalentando o sonho, alimentando a esperança.

Quando tive a primeira oportunidade, não fiquei acanhado. Abracei com todas as forças, me entreguei de cabeça a este amor. Modifiquei minhas entranhas, destravei 'nós' e abri portas, escancarando meu coração e alma para a sua chegada e permanência!

Radiante, feliz, com a alma refrigerada pela brisa reconfortante da tua presença, meu espírito ficou 'solto', flutuou, meus pensamentos se desembaralharam e minha inspiração para o amor e poesia renasceram, como a Fênix renasceu do fogo!

Cauteloso, porém, caminhei, para não assustar o pássaro implume que acabara de pousar em meu peito. Acariciei-o carinhosamente, aconcheguei-o no cantinho mais confortável do meu coração, na esperança de ele gostar do calor humano, da sinceridade e do amor que ali estavam depositados.

Segunda-feira, 28 de agosto, às 12:52hs, quando você me ligou, deixei meu prato sobre a mesa e me solidarizei contigo, chorei junto. Coloquei-me à sua disposição, de peito e alma escancarados, para te confortar. Encontrei abrigo, verdade e sinceridade. Busquei você e te acalentei em meu leito, onde te dei todo o carinho que pude, mas reservando-me o direito de preservar a tua integridade e não invadir a tua dor.

Terça-feira, 29/08, dormi contigo, desta vez na casa de tua mãe. Deixei você pela manhã e voltei para Salvador. Com a alma lavada, o corpo em êxtase, sonhei com um amor infinito, eterno! Durou, até a eternidade guardarei o teu sorriso, o calor dos teus beijos e o cheiro que tentei impregnar no meu corpo...


Agora, 01 de agosto de 2008, dois meses que te vi, queria não dormir mais, não comer, não respirar, até sentir teu abraço, retornando para mim.

Dor e tristeza invadem o meu semblante, entorpece meu corpo, enegrece minha alma. Nem Vanessa da Mata consegue me tirar deste estado de sentimento que me torna em carne dilacerada, em espírito devastado pela lancinante dor da saudade!

Nego, pelo que há de mais sagrado no mundo, quero dizer que te amo, te amo e te amo e que te espero para me dar luz e energia para viver novamente.

Valdeck Almeida de Jesus
71 8805 4708

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